sábado, 5 de março de 2011

Fofoca e informação não são a mesma coisa.

Na última sexta-feira, o jornal a Folha de S. Paulo publicou uma matéria intitulada “Tucano disse a diplomatas que Alckmin é do Opus Dei” (Poder, 4/4). O material (telegrama WikiLeaks), que foi divulgado primeiro pela revista Carta Capital, contém “informações” de uma conversa que o secretário Andrea Matarazzo teria tido com diplomatas americanos em 2006. Ele teria dito nessa conversa que o governador Geraldo Alckmin (então candidato à presidência pelo PSDB) pertencia ao Opus Dei e, também, teria expressado uma problemática com ralação a candidatura de Alckmin.

Segundo Matarazzo, a conversa mencionada é surrealista e nunca aconteceu. Ele enviou a seguinte carta à Folha esclarecendo a questão:

1. Como ex-embaixador, tenho contato com diplomatas de vários países. Com nenhum deles trato, de forma tão leviana, da rotina interna do PSDB e seus líderes. 


2. Nunca discuti a opção religiosa do governador Geraldo Alckmin com qualquer pessoa. É questão de foro íntimo que deve ser respeitada. 


3. Sou católico, como o governador, e sei que ele não faz parte do Opus Dei – embora não haja problema em qualquer pessoa pertencer ao grupo. 


4. É um erro e uma irresponsabilidade atribuir a mim tais declarações, contidas em despachos que atribuem à informação e à fofoca a mesma seriedade. 


5. Meu apreço pelo político e pelo cidadão Geraldo Alckmin vêm de 1995, quando trabalhamos no governo Mario Covas. Participei de todas as suas campanhas, com a dedicação do amigo e a fidelidade do militante.
6. Essa lealdade faz parte da minha atuação pública e se estende a todos os membros do meu partido. 



Andrea Matarazzo 

Secretário de Estado da Cultura