quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Helena, os 9 meses de muito amor.


Helena,

Primeiro de tudo, queria que soubesse por onde passei antes de chegar em casa e sentar na frente do computador. Fui na Dengosa, uma padaria perto de casa que conheço desde moleca, há uns 25 anos, e que tem o melhor pão francês da cidade, sério. Você vai experimentar um dia. Isso tudo pra dizer que um simples pãozinho fresco com requeijão e presunto (magro) me inspira neste momento para escrever esta carta cuja razão é o dia em que você completou 9 meses.

É praticamente impossível descrever cada novidade apresentada e todas as conquistas alcançadas por você nesses meses - foram muitas. Creio que você ficaria cansada de ler e, talvez, nem leria, porque já aprendi que quando você quer algo, quer para já, sem delongas.  Aliás, você já sabe o que quer e, quando quer.... segura – é preciso te segurar mesmo –, pois seus pulinhos pedindo agilidade da minha parte são deveras perigosos. Já que falei de parte da sua personalidade, não poderia deixar de citar o seu humor: só sorrisos. Você acorda rindo, passa o dia rindo e dorme rindo. É maravilhoso.  Não tem tempo feio, calor, resfriado, remédio... tudo é alegria, distribui sorrisos na rua a ponto de parar o trânsito. Claro, além da simpatia, as suas coxas são a atração principal: três dobrinhas numa e duas na outra. Dá para aguentar? São 11kg num corpinho de mais de 70 cm. Você é um bebezão! Sim, te chamam de bebê Johnson!

Mau humor, choro? FOME. Igualzinho ao seu pai. Não posso atrasar cinco minutos a sua singela mamadeira de 240 ml! Você dispara a sirene, como costumo chamar. Houve, porém, um choro diferente em dezembro. Eu e seu pai tiramos uns dias de férias e fomos para Floripa com você. Tudo ótimo, até eu colocar os seus pezinhos na água fria do sul. Foi um berreiro. Tirando isso, você adorou a areia e não estranhou nada.

O ano chegou ao fim e você aprendeu a dar “tchau”. É, para mim, a mãozinha mais linda do mundo acenando. Claro que você ainda não identificou o que é o tchau. Então, você faz como os italianos, dá tchau para dizer oi também. Já ia quase me esquecendo que você já sabe sentar sozinha. Dia desses, fui ao seu quarto durante a noite no escuro para te dar a chupeta e você estava sentada no fim do berço; levei um susto.

Não há coisa mais gostosa nesse mundo do que chegar em casa do trabalho a tempo de brincar (um pouco) com você, te ver tomar banho, dar a sua singela mamadeira e te colocar para dormir ao som dos Beatles (baby) – não sem antes ler a poesia da Estrela Brilhante que seu pai escreveu quando tinha 6 anos!

Talvez, eu tenha esquecido um monte de coisa. Perdoe-me. Eu não pretendo ser a mãe perfeita, nunca vou ser; estou diante da filha perfeita, aquela que sonhei tanto tempo e que veio iluminar a minha vida. Se você (ou quem mais) chegou até aqui nesta carta, poderá sentir e ver uma espécie de resumo seu, no vídeo anexo. Obrigada por existir nas nossas vidas.

Aqui deixo o meu coração. Mamãe.